Dores-no-frio

Frio aumenta a sensação de dor?

O assunto é controverso, mas as queixas dos pacientes são bem reais: com o tempo frio, muitas pessoas referem pioras nos quadros de dores crônicas. Aumentam as queixas de dores nas costas e as famosas “dores nas juntas”, por exemplo. Mas, será que isso tem fundamento científico?

Há muitas teorias formuladas e muitos estudos realizados a esse respeito. Mas, até hoje, ainda não foi comprovada cientificamente uma relação direta entre a temperatura ambiente mais fria e o agravamento dos quadros que causam a dor.

O que sabemos, entretanto, é que a contração muscular, a falta de alongamento e o sedentarismo favorecem os quadros dolorosos. E, naturalmente, no frio, essas condições acabam por ser mais prevalentes: contraímos os músculos para nos aquecer, ficamos mais parados – ou, até mesmo, chegamos a suspender a prática de atividades físicas -, não alongamos devidamente os músculos… Somadas, essas são condições favoráveis para que um quadro crônico de dor se manifeste.

Por outro lado, a aplicação de calor em uma área dolorosa traz conforto. Isso sim tem comprovação científica. As bolsas de água quente, por exemplo, ajudam a relaxar os músculos, trazendo alívio.

Mas, para além de qualquer medida paliativa, o mais importante para alguém que tenha uma dor crônica instalada é: identificar, o mais cedo possível, a CAUSA do problema e TRATAR o SEU quadro específico.

Por que ressalto a importância de um tratamento personalizado, após a devida investigação diagnóstica? Porque as variáveis são muitas e um quadro de dor pode ser multifatorial. Seguir um plano de tratamento adequado para o seu caso específico é sempre o caminho mais seguro e eficaz.

Todas as vezes que tenho oportunidade, faço questão de lembrar que hoje o arsenal terapêutico é vasto. Além de medicações e de uma infinidade de terapias de apoio (Fisioterapia, RPG, Acupuntura, massagens, etc.) contamos também com procedimentos minimamente invasivos (clique aqui para saber mais sobre eles), que podem libertar o paciente de situações que impactam a sua funcionalidade no dia a dia e a sua qualidade de vida, de uma forma geral.

DICAS GERAIS

– Procure se agasalhar bem, especialmente as extremidades do corpo: pés, mãos, pescoço e cabeça. Com o corpo aquecido e confortável, há menos chances de haver contrações musculares involuntárias, que podem acabar desencadeando quadros de dor;

– Não abandone as atividades físicas de rotina e invista nos alongamentos – eles são importantes para deixar os músculos e as articulações “lubrificados” para o movimento;

– Converse com o seu médico sobre a possibilidade de aplicar calor (por ex., bolsas de água quente) no local da dor, pois essa medida só deve ser tomada após uma avaliação diagnóstica, já que, em quadros inflamatórios nem sempre o calor é recomendável;

– Siga em frente com o seu programa de tratamento, não interrompendo sessões de Fisioterapia, Hidroterapia ou qualquer outro plano que tiver sido traçado para o seu caso;

– Se ainda não passou por uma avaliação clínica para saber as causas da dor, procure ajuda profissional. Medidas paliativas podem mascarar as causas da dor, aumentando as chances de complicações.

Luiz Rodrigo Marinho,
Neurocirurgião

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