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Estamos no Mês Internacional de Conscientização da Escoliose

Junho é o Mês Internacional da Conscientização sobre a Escoliose. Sempre é bom termos oportunidade de informar a respeito dessa patologia da coluna vertebral, que é mais comum do que as pessoas imaginam e que pode afetar diretamente a saúde global e a qualidade de vida de quem a tem.

Dor, comprometimento estético e funcional, além do comprometimento de órgãos internos são algumas das complicações que esse desvio na coluna vertebral pode trazer. A busca por terapias e abordagens para conter o avanço da curvatura e melhorar os sintomas é prioritária no tratamento desses pacientes.

Até se chegar à indicação cirúrgica, temos muito o que oferecer para aumentar as chances de uma boa reabilitação desses indivíduos, buscando terapêuticas que visem a estabilização do problema e a resolução de suas comorbidades, por meio de procedimentos minimamente invasivos, quando for o caso.

As cirurgias de correção são feitas somente como uma última alternativa, no caso de falha de todas as demais saídas terapêuticas.

INCIDÊNCIA

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a escoliose afeta de 2% a 4% da população mundial. Embora os casos leves sejam os mais frequentes, a identificação precoce do desvio é muito importante para termos melhores hipóteses de uma contenção eficaz do desvio e para afastar o risco de complicações.

O uso de coletes (principalmente no caso da escoliose idiopática do adolescente), associado a um bom trabalho de Fisioterapia e Reeducação Postural Global (RPG), por exemplo, podem ser suficientes para estabilizar o quadro e evitar o surgimento de comorbidades.

Mas é muito comum que outras patologias da coluna acabem por surgir em conjunto com a escoliose, devido uma tentativa da natureza “compensar” aquela curvatura indevida. Entre os quadros mais associados mais comuns podemos destacar:

• Hérnias discais;
• Estenose de forame vertebral (estreitamento dos locais de passagem de nervos vertebrais, podendo causar dor, dormências e comprometimentos funcionais);
• Estenose de canal lombar (estreitamento do canal vertebral na região lombar, podendo causar dor local e irradiada, perda de força e de sensibilidade, alterações posturais e dificuldade para deambular);
• Espondilolistese (escorregamento ou luxação de uma vértebra sobre a outra)

Em praticamente todas essas situações podemos entrar com procedimentos mini-invasivos para contornar eficazmente a comorbidade ou aliviar os seus sintomas. Bloqueios, infiltrações e procedimentos por endoscopia são algumas das alternativas consideradas nesses casos.

O QUE É A ESCOLIOSE

Trata-se de um desvio observado na coluna quando o observador está de frente para ela. Olhando por esse ângulo, notamos que, em vez de seguir retilínea no sentido vertical, a coluna faz uma curvatura em “S”. Essa alteração pode ou não vir acompanhada de rotações das vértebras, causando uma rotação da coluna sobre o seu próprio eixo.

O quadro acontece com pessoas de ambos os sexos e de todas as idades. Basicamente, existem três tipos de escoliose:

  • Congênita (de nascença);
  • Neuromuscular (decorrente de problemas neurológicos como paralisia cerebral, distrofias e outras patologias que causem fraqueza muscular ou controle precário dos músculos – comprometendo a sustentação da estrutura da coluna – ou decorrente de doenças como espinha bífida e poliomielite);
  • Idiopática (que NÃO tem uma causa definida e surge principalmente na adolescência, durante o estirão do crescimento)

SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

Nas fases iniciais, o desvio na coluna nem sempre é facilmente notável a olho nu, mas algumas diferenças posturais podem ser importantes pistas para a detecção precoce desse quadro:

  • Diferença na altura dos ombros (um ombro mais baixo que o outro);
  • Uma escápula mais evidente e alta do que a outra;
  • Cabeça não centralizada em relação ao corpo;
  • Um braço que fica mais longe do corpo do que outro, quando a pessoa está em pé;
  • Um dos lados do quadril mais pronunciado do que o outro.

Inicialmente, a escoliose NÃO costuma causar dor. Esse sintoma só tende a surgir quando o quadro já está muito avançado ou devido ao surgimento de comorbidades (como as que listamos acima). Por isso, ao se notar um padrão postural inadequado no adolescente, principalmente, é importante buscar avaliação médica. Exames clínicos e de imagens irão confirmar o diagnóstico.

Dr. Luiz Rodrigo Marinho,
Neurocirurgião

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