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Obesidade, sedentarismo e traumas repetitivos aumentam riscos da estenose espinhal

Já tivemos oportunidade de explicar, em um post anterior, o que é a estenose espinhal (estreitamento do canal vertebral). Mas algo que merece ser sublinhado são as patologias geralmente associadas a esse fenônemo. Muitas vezes, a estenose é consequência de alterações como a espondilólise (redução da altura normal dos discos entre as vértebras), a espondilolistese (deslizamento de uma vértebra sobre a outra) e o crescimento excessivo (hipertrofia) das estruturas ligamentares.

A estenose espinhal é mais comum entre pessoas com idade superior a 50 anos. No entanto, pode ocorrer em pessoas mais jovens que nascem com um estreitamento do canal espinhal ou que tiveram uma lesão na medula espinhal. Fatores como obesidade, sedentarismo, esforços e pequenos traumas repetitivos, bem como o tabagismo e alcoolismo, aumentam os riscos de desenvolvimento da doença.

Em geral, o distúrbio inicia-se com um processo progressivo de “envelhecimento” das estruturas da coluna vertebral, caracterizado pela degeneração discal e/ou de um processo de artrose (perda de cartilagem entre os ossos das articulações e formação de esporões ósseos). Esses processos levam à progressiva redução do espaço normal disponível para os nervos no canal da coluna vertebral.

Essa diminuição de espaço pressiona ou mesmo “pinça” alguns nervos. Os resultando são dores locais e irradiadas, de intensidades variadas, podendo haver também comprometimento neurológico (dificuldade de movimentos e de controle muscular).

São nesses momentos que costumamos receber esses pacientes no consultório, em busca de respostas e, principalmente, de alívio para os sintomas. Mas vale alertar que sensações de queimação em um ou mais membros, formigamentos e dormências também podem estar presentes, representando também sinais de alerta importantes para que a pessoa busque logo uma avaliação especializada.

Quanto mais cedo o diagnóstico, menores as chances de desenvolvimento ou de agravamento das comorbidades e melhores tendem ser as respostas aos tratamentos (leia mais sobre os tratamentos aqui neste LINK).

Além disso, a identificação de fatores de risco permite a orientação para a adoção de medidas preventivas importantes. Atividade física regular e bem orientada, abstenção do fumo, educação postural e observância dos aspectos ergonómicos para desenvolvimento das atividades laborais, são algumas das indicações nesse sentido.

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