cefaleia

Médicos portugueses realizam primeira neuroendoscopia contra enxaqueca

Os avanços científicos e tecnológicos no campo da Neurocirurgia têm sido imensos nos últimos anos. Cada vez mais, a neuroendoscopia (técnica minimamente invasiva para procedimentos cirúrgicos no crânio e cérebro) se aperfeiçoa e ganha espaço, com resultados muito eficazes.

Uma das notícias mais recentes nesse sentido dá conta da realização da primeira neuroendoscopia para enxaquecarealizada no mundo. O feito foi da equipe do Hospital São João, na cidade do Porto, em Portugal, em setembro.

Realizado em uma paciente que há 25 anos sofria com crises muito frequentes e intensas de dor, sem encontrar sucesso em outros tratamentos, o procedimento consistiu em seccionar os músculos (corrugador e procerus) situados na região frontal do crânio e libertar os nervos adjacentes (nervo supraorbitário e supratroclear), situados na parte superior do olho.

Tudo foi feito por via endoscópica, através de três pequenas incisões no couro cabeludo e sob anestesia geral. O período de internação foi de 24 horas. Conforme notícias divulgadas pela mídia portuguesa, o acompanhamento da paciente até o momento confirma o sucesso no tratamento, com significativa remissão da frequência e intensidade das crises.

Isso significa que então já temos uma possibilidade de cura da enxaqueca por meio de cirurgia minimamente invasiva? Não. Ainda temos um longo caminho a percorrer para chegarmos nesse ponto. Mas, sim, a notícia é muito promissora e os avanços que temos visto no campo das neuroendoscopias nos mostram que podemos ficar otimistas.

Hoje, as cirurgias endoscópicas já são largamente utilizadas no tratamento de patologias que dão origem às chamadas cefaleias secundárias, como os tumores, lesões e sangramentos intracranianos (clique no link para ler mais sobre esse tema).

No caso das cefaleias primárias, como as enxaquecas e a dor de cabeça em salvas, onde o processo doloroso é a patologia em si, oriundo de disfunções nos neurotransmissores, o que temos efetivamente até o momento são tratamentos que visam um bom controle das crises.

Mas com os avanços nos estudos que temos visto atualmente (tanto para compreensão dos mecanismos de dor, quanto para o aperfeiçoamento constante das técnicas mini-invasivas), não será uma surpresa a neuroendoscopia vir a ser também uma possibilidade viável para esses pacientes.

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