estenose

Dor crônica pode estar relacionada ao estreitamento do canal da coluna vertebral

Em geral as pessoas não têm noção disto, mas muitos quadros crônicos de dor irradiada em áreas como braços, pernas, nádegas, região lombar e região cervical, estão relacionados ao estreitamento do canal da coluna vertebral. O nome desse quadro é estenose de canal vertebral ou foraminal. A intensidade dos sintomas varia, não sendo raro que as dores sejam incapacitantes, impedindo a realização de diversas atividades cotidianas ou que, até mesmo, provoquem déficits neurológicos.

A estenose degenerativa pode envolver o canal central, o recesso lateral, os forames ou ainda pode ser combinada. O processo natural de envelhecimento do organismo é um grande fator de risco para essa patologia, em suas diversas formas. Mas fatores ambientais específicos como: esforços e pequenos traumas repetitivos, sedentarismo, tabagismo e alcoolismo também estão relacionados a uma maior incidência do problema.

Dessa forma, a realização de atividades físicas regulares e bem orientadas, o controle do peso, a educação postural, a observância de normas ergonómicas para o desenvolvimento das atividades laborais, bem como a abstenção do fumo e o não abuso do consumo de álcool são fatores importantes de prevenção dessa patologia e de suas comorbidades.

Quando a patologia já se encontra instalada, o tratamento irá variar conforme a extensão do quadro. Na maioria das vezes, a abordagem conservadora é a primeira escolha. Em geral, isso significa uma combinação de: prescrição de medicação analgésica e anti-inflamatória, Fisioterapia e, eventualmente, uso de órtese (coletes).

Entretanto, quando o quadro doloroso se apresenta com grande intensidade e difícil controle ou diante de determinados comprometimentos neurológicos, as intervenções minimamente invasivas têm sido de grande contributo para levar alívio e melhorias significativas a esses pacientes, evitando, muitas vezes, as intervenções cirúrgicas convencionais. São procedimentos como:

  • Injeções de cortisona na membrana mais externa que cobre a medula espinhal e as raízes nervosas, a fim de reduzir a inflamação e a dor aguda;
  • Bloqueio dos nervos na área afetada, por meio da injeção de anestésicos no local;
  • Descompressão foraminal mini-invasiva, através de pequenas incisões e utilização de endoscópio para visualizar a área específica de intervenção.

Nos dois primeiros casos, o objetivo é permitir o alívio imediato, de forma temporária ao paciente, para que ele possa reunir condições de iniciar ou dar segmento ao tratamento convencional. Já no caso da descompressão foraminal, o objetivo é interferir diretamente no quadro patológico. Em comparação com as cirurgias convencionais, essa intervenção minimamente invasiva tem a vantagem de permitir recuperação e menor impacto nos tecidos moles adjacentes à área trabalhada (pele, músculos, etc.).

Há, entretanto, casos em que o procedimento cirúrgico mini-invasivo não pode ser eleito, principalmente quando o grau de visualização disponível não é suficiente. Se a estenose espinal se estende ao longo de uma grande área da coluna vertebral, uma operação aberta pode ser o único método que pode resolver o problema.

Em conclusão: a estenose vertebral é uma realidade para muitos indivíduos que sofrem com determinadas dores. Tratamentos paliativos podem adiar a solução do problema, que pode ser tanto mais simples quanto menor for a extensão do problema. A avaliação do quadro doloroso pelo neurocirurgião, para um diagnóstico exato permite a detecção e a intervenção precoce na patologia, evitando complicações e a necessidade de tratamentos mais complexos.

Dr. Luiz Rodrigo Marinho,
Neurocirurgião

SAIBA MAIS

 O QUE A ESTENOSE VERTEBRAL: é o estreitamento ou compressão do canal vertebral, que pode ocorrer devido ao desgaste progressivo (processo de envelhecimento, pequenos traumas repetitivos, etc.) e/ou fatores congênitos (de nascença). Fatores ambientais como sedentarismo, obesidade, tabagismo e alcoolismo também estão relacionados ao aumento do risco.

EXTENSÃO DO QUADRO: pode ser bastante variada, podendo se concentrar em uma área localizada ou se estender por uma grande área do canal vertebral, comprometendo diversas estruturas componentes da coluna.

TRATAMENTOirá variar principalmente conforme a extensão do quadro. Contam também questões como a idade do paciente, suas condições gerais de saúde e o nível de comprometimento e dor que apresenta. A abordagem convencional parte da indicação de analgésicos e anti-inflamatórios e Fisioterapia, podendo passar pela administração de medicamentos diretamente na área afetada, por meio de injecções/bloqueios. Existe também a possibilidade de descompressão da área por meio de técnica endoscópica (mini-invasiva) e, finalmente, a cirurgia convencional.

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